sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pérolas Infantis #2

A desculpa que o A. arranja sempre que faz alguma trapalhice é "Ai 'tou bêbado!" e ri-se. Com esta conversa e mais pela maneira como o diz, com uma dicção ainda longe da perfeita e um jeito trapalhão, às vezes consegue arrancar-nos um sorriso e escapar-se a um ralhete... 

Ontem como falei AQUI fomos ao teatro, as cadeiras era daquelas que o assento fica dobrado para cima, quando ninguém está sentado, depois de algum tempo quando o A. não paráva quieto disse-lhe:

Eu - Vá lá A. tens de ficar bem sentado para podermos assistir ao espectáculo!
A. - Oh Cátia, a cadeira está bêbeda!
Eu - Bêbeda?! 
A. - Sim olha aqui! (mostrando-me que a cadeira o estava a levar para cima)

Lá o sentei bem e expliquei-lhe que se estivesse bem sentado a cadeira não o ia "entalar" e ele percebeu.

Agora já sabem, quando a cadeira do teatro ou do cinema não quiser estar como deve ser, e vos quiser tirar de cima dela, a culpa não é da maneira como estão sentados... a culpa é da cadeira, que está bêbeda! 

ai Caqui Caqui hoje já sorri aqui =)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Peter Pan no Politeama

Hoje foi dia de ir ao teatro com a pequenada! E que bom foi poder voltar a ir ao teatro com um grupo de crianças!

Já estive em vários teatros (TIL, Mala Posta, Coliseu, Tivoli) mas hoje foi dia de conhecer o Politeama! Fomos ver a versão que o Filipe La Féria fez do Peter Pan e foi muito bom!

Vamos então falar um bocadinho sobre o Peter Pan! A história do Peter Pan foi escrita por James Matthew Barrie e foi pensada para recriar (de forma ficticia) a relação do escritor com cinco crianças (filhas de uma amiga), das quais viria a ser nomeado de tutor. Apareceu pela primeira vez em 1902, numa história chamada The Little White Bird, e foi adaptada, pela primeira vez, no Teatro em 1904 com titulo de Peter Pan, or The Boy Who Wouldn’t Grow. O livro entitulado Peter Pan apenas foi publicado em 1911!

Agora uma curiosidade, fala-se que a personagem tem duas fontes de inspiração a primeira é que Peter, era o nome do rapaz mais novo das cinco crianças, acima referidas, e Pan era o deus grego da floresta. A segunda fonte de inspiração podem muito bem ser o irmão mais velho do escritor, pois este morreu muito novo (com 13 anos) e ao que parece a mãe (que nunca se recompôs desta perda), retirou conforto da ideia que, o filho não tinha morrido tão novo e apenas tinha ido para outro sitio, vivendo criança para sempre!
 
Nesta peça Filipe La Féria utilizou além de atores e tudo o que faz parte do teatro, vídeo e alguns efeitos especiais, há uma parte que mistura desenhos animados com filmagem dos atores. Nesta parte o M. disse que parecia um jogo de vídeo!

A peça está muito gira, com musicas mexidas e cativantes, gostei sobretudo de uma parte em que aparecem Tritões, eles cantam uma musica que me fez lembrar a musica do kankan!

A parte em que o Peter Pan tenta colar a sua sombra, é assim de arrancar gargalhadas aos miúdos e graudos =)

Foi muito cómico ver o Capitão Gancho fugir, numa corrida com passos muito curtos, do crocodilo (muito bem caracterizado). 

E quando menos esperávamos acontecia algo que não estávamos à espera, por exemplo quando aparecem os piratas, do nada vejo um ator quase ao pé de nós, vindo do tecto do teatro (nós estávamos na primeira tribuna)!

Quando supostamente a sininho estava quase, quase a morrer, até eu tive vontade de dizer que acreditava em fadas!

Esta história só por sim é muito bonita, eu gosto muito dela, mas vista numa peça de teatro fica assim mais emocionante =)

A propósito desta história, tenho muita vontade de ver o filme Em Busca da Terra do Nunca, com Jonhnny Depp, das vezes que deu na televisão não o consegui ver... vamos lá ver se o vou conseguir ver em breve!



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Django

Hoje falo-vos do mais recente filme do Quentin Tarantino... Django!


Começo por vos contar que aprendi a gostar dos filmes do Quentin Tarantino, acho que o primeiro que vi foi o Pulp Fiction, e o primeiro não me deixou assim muitas razões para gostar, mas depois aprendi a gostar, acho que os filmes dele são um pouco assim... primeiro estranha-se e depois entranha-se!

Como não podia deixar de ser, este filme possui alguns exageros de sangue tipicos do Tarantino, cada tiro cada explosão de sangue... e trajetorias de balas um tanto ou quanto suspeitas, mas que nos fazem soltar uma gargalhadazita um pouco mórbida (a culpa não é nossa, é dele!), exemplo disso é a cena em que uma bala que atinge Lara Lee. 

Ora este filme, fala de uns Estados Unidos da América em tempo de escravidão e um pouco antes da guerra civil, num tempo em que ver um escravo a cavalo era motivo de choque desconcertante para algumas pessoas, que que era quase motivo de prisão um escravo ir a um bar... Ora o  Django (Jamie Foxx) é libertado por um dentista alemão,que na verdade se revela um caça-recompensas nos EUA (Christoph Waltz). Para libertar a sua mulher, Django torna-se também ele num caça-recompenças e depois de algum tempo conhecem o, um tanto ou quanto extravagante, Monsieur Candie (Leonardo DiCaprio), que apesar de gostar de ser tradado por Monsieur não percebe patavina de francês!

O Dr. King Schultz fez-me lembrar muito do chapeleiro louco da Alice no País das Maravilhas, não sei se é de mim mas noto-lhe uma loucura saudável e cómica... e pronto gostei muito de ver o Christoph Waltz a desempenhar este papel, não foi à toa que ganhou o óscar para Melhor Ator Secundário!

Há uma parte que, eu não sei qual a intenção do Quentin Tarantino, mas achei que ele ridicularizou e bem o ku klux klan, ele fez uma cena que foi o género da primeira aparição deste grupo racista, achei ridiculamente cómica a parte em que eles discutem quem fez os sacos, que não vêem e por aí em diante...

Foi o segundo filme, em pouco tempo, que vi com o Leonardo DiCaprio e a verdade é que voltei a gostar de vê-lo, gostei de vê-lo a fazer de mauzinho, sim mauzinho porque afinal, não o achei assim um super vilão...

O Tarantino pegou-lhe o gosto e também ele deu um arzinho da sua graça, mas por pouco tempo!

E o Samuel L. Jackson... quase irreconhecivel! Que nervos! Que velho tão mau! O papel dele era um velho escravo mais racista que muitos brancos! Será que havia escravos assim?!

Resumindo... gostei deste filme =)

ai Caqui Caqui que bom é ver filmes assim!
 

domingo, 31 de março de 2013

Um Folar de Maçã para um afilhado muito fofinho

Há uma semana deparei-me com uma surpresa muito especial na minha página pessoal do facebook, o meu bochechas (que é como quem diz, o meu afilhado, porque ele tinha umas bochechas tão "boas" quando era mais pequeno, eu chamava-o de "meu bochechas" e ele ria-se orgulhoso com o miminho, hoje ainda tem umas belas e fofinhas bochechas, verdade seja dita...) ofereceu-me um ramo de flores via facebook. Segundo a tradição, e a explicação que ele me deu, no domingo de ramos, os afilhados oferecem um ramo de flores às madrinhas, para que elas não se esqueçam de lhes dar um folar no domingo de Páscoa, ora como estávamos longe ele aproveitou o facebook para me dar o tal ramo!

Nunca me esqueci dele (e tenho orgulho disso), sempre celebrei com ele a Páscoa, o Dia de todos os Santos, o aniversário, enfim todos os dias festivos. Durante muito tempo, na Páscoa, dei-lhe um ovo gigante, daqueles da Kinder (publicidades à parte, mas eles são tão bons e ele delirava com as surpresas), agora ele está mais crescido (com quase 11 anos, parece que nasceu ontem!!!) e por isso já lhe comecei a dar outro tipo de amêndoas. Eu não conhecia esta tradição, mas fiquei tão contente por ele se ter lembrado de mim que resolvi fazer este folar para lhe dar!


Esta receita retirei da revista Mulher Moderna na Cozinha, é uma receita ligeiramente diferente do folar tradicional, demora um bocadinho a fazer mas ficam muito bons.

Então vão precisar de



Na receita não diz quantidades certas de canela, nem de erva-doce, por isso eu pus mais ou menos a olho... com a manocas ao lado, que não gosta de canela e sempre a dizer que já chegava... no fim, ela diz que está bom mas para mim, que adoro o sabor da canela e da erva-doce... precisava de um pouco mais de canela e de erva -doce. Supostamente era para usar maçãs reinetas, mas eu usei das normais, era o que tinha...

Esta receita faz-se por partes, primeiro começam por fazer a massa azeda, para isso, numa taça juntam a água morna com o fermento de padeiro e dissolvem-no por completo, depois juntam 250gr de farinha, no inicio vai parecer que não vai dar em nada... mas não se preocupem só têm de "sovar" a massa durante um bocado, podem juntar um pouco de farinha, só para conseguirem tirar a massa das mãos, no fim conseguem ter uma bola de massa que devem deixar levedar durante 30 minutos num lugar seco e quente.

No fim dos 30 minutos, noutra taça juntam a restante farinha (550gr), o açúcar, a canela, a erva-doce e o leite morno. Derretem a margarina, juntamente com o mel e adicional ao preparado anteriror, acrescentam o sal e batem bem. Agora podem juntar os ovos e a massa azeda, amassam tudo muito bem, até estar tudo muito bem ligado e não haver vestigio da existência de duas massas, pode ser preciso colocar um pouco mais de farinha (foi o que eu fiz), para que seja mais fácil desagarrar a massa das mãos, mas basta colocarem aos poucos, apenas nas mãos e irem esfregando-as. Com tudo bem misturado, fazem uma bola de massa e colocam-na sobre farinha. Para quem é religioso pode dizer uma pequena reza, ao mesmo tempo que fazem cruzes profundas na massa (que devem ser em numero impar), para que a massa cresça muito, lá em casa dizemos "Deus te acrescente que vais ser comido por boa gente", colocam em sitio quente e seco e deixam estar a massa a "crescer"! Eu coloquei o alguidar debaixo dos cobertores, liguei um bocadinho o ar condicionado e no fim de 2 horas.... tinha o dobro ou até mais da massa!

Descascam e cortam em cubos quatro maçãs, regam-nas com sumo de limão e polvilham-nas com canela e açúcar.

Polvilham uma superficie com farinha e dividem a massa em bocados mais ou menos iguais, mas guardam um pouco da massa para a decoração. Estendem a massa, colocam no centro as maçãs e fecham, virando a parte da união para baixo. Transfiram os folares para um tabuleiro, untado com margarina e farinha, fazem rolinhos com o resto da massa, moldando-os em forma de circulo e ponham-nos por cima do folar, pincelam-nos com ovo e deixam-nos, novamente, levedar num local quente durante mais ou menos 1 hora, desta vez deixei-os em cima da cama, com o quentinho que já se sentia, por causa do ar condicionado.

Ligam o forno a temperatura média, descascam a ultima maçã, cortam-na em fatias, podem usar o sumo de limão que sobrou das outras maçãs, para regarem estas fatias. Colocam fatias de maçã em cima dos folares e no meio do circulo feito, com o rolinho de massa. Levam a cozer entre 40 a 50 minutos, os meus demoraram 40 minutos, porque o forno já estava ligado há algum tempo...

Depois de cozidos, e ainda quentes, pincelem-nos com geleia de marmelo.

Esta receita deu para seis folares, do tamanho do da foto!

Agora uma dica, a minha mãe ensinou-me que para ver se este tipo de bolos está cozido deve bater-se por baixo deles, com a mão, estes bolos fazem um som seco muito caracteristico! Se o som for este é porque os bolos estão cozidos!

Espero que o meu afilhado e vocês gostem!
Boa Páscoa!

ai Caqui Caqui que delicia!